Sou muito organizada.
Adoro uma listinha e sempre a sigo à risca. Nessa minha mini-viagem foi assim também.
Organizei tudinho, fiz uma visita virtual à cidade, pra ver os atrativos e hotéis, separei as roupas dos meninos, minhas e do maridones, emprestei um secador de cabelos da irmã(o meu é só 110v), separei a necessaire(menor do que de costume...), lanchinho pra viagem, cobertorzinho pra usar no carro, no caso de fazer um friozinho na serra quando chove(e aja chuva nessa terra!), água pros adultos, óculos de grau e de sol, radinho do Caio(aquele novinho que chamo de radinho ou walkman e ele me corrigi em letras maiúsculas dizendo É MP4 MÃE!), máquina fotográfica, pra não correr o risco de acontecer o que aconteceu com a
Chris(mas essa era difícil de esquecer ela quase nunca sai da minha bolsa), bolsinha de festa, lenço de papel(porque no quesito chorar em ocasiões felizes sou nota 10), anticoncepcional(oras!), basezinha novinha que cobre até tatuagem de tão boa... E por aí vai.
Na quinta-feira a noite começou a minha arrumação.
Separei as roupinha de festa dos meninos, meias e sapatos, tudo combinandinho.
Perguntei pro Maridones com qual camisa ele iria, porque pro Maridones tudo é fácil, o terno pode ser o mesmo desde 1998(desde que esteja inteiro né?), só troca a camisa e a gravata, facinho assim.
Arrumei o meu vestido, não sou uma mulher enrolada, nem tenho muitos vestidos, então a indecisão só fica por conta mesmo do acessório. Fui com o mesmo vestido que tinha usado nessa festa
aqui, mudando só os detalhes, afinal ninguém(ala feminina) da família havia me visto com ele(Maridones, muito observador, perguntou se era vestido novo...)
Na sexta-feira, perguntei pro Maridones pela oitava vez na semana com qual camisa ele iria. Das 30 camisas que tem ele escolheu a única que não estava passada. Mas tudo bem, pelo menos ele não deixou pra resolver em cima da hora...
Sexta feira tudo já organizado.
No sábado pela manhã, Maridones foi trocar o óleo do motor do carro, um negócinho fácil e rápido que normalmente toma no máximo 30 minutos, mas no sábado levou 1hora e meia...
Aproveitando que Maridones ia demorar resolvi, sei lá por qual razão experimentar as roupas nos meninos.
Daí veio a primeira surpresa do dia: A calça do Caio já dá pra ser usada como bermudão, a camisa está minúscula e o sapato apertado. O calcanhar da meia ficou quase no meio do pé, o que me fez achar que eu estava colocando a meia do Pedro, senão fosse pelo detalhe da cor...
Já a roupa do Pedro, ficou toda justinha, a camisa dava pra usar sim, desde que fosse com as mangas dobradas, fazendo pose de
yuppie(década de 80), a calça se fosse ser usada com havaianas até dava, porque quando coloquei com o sapatênis(Ô coisa chic...), ficou parecendo o noivo de uma quadrilha junina...
Resultado: os meninos foram vestidos do jeito que estão sempre, camiseta e calça jeans.
Ainda bem que são crianças viu?
Pedro feliz da vida e pulando! Assim que pegamos a estrada, nesse caso rua de casa, Pedro já veio com a frase:"mãe quero um lanchinho...", sabe o lanchinho da viagem? Foi quase todo devorado antes de chegarmos ao Portal de São José dos Pinhais(cidade coladinha em Curitiba, que não dá nem 5 minutos, de carro, de casa).
Paramos no Mc, contra minha vontade, pra pegar uns hamburgueres(?), e seguirmos viagem. Todo mundo de barriga cheia, seguimos viagem.
Aqui agora começa meu martírio, de todas as esquisitices que acúmulo na vida, essa é que me atrapalha mais, tenho pânico de estrada, pra poder viajar já tomei remédio controlado, hoje como já estou quase curada um fitoterápico resolve, só que esqueci de tomar, como de costume, uma hora antes de sair, tomei exatamente na hora que estava saindo de casa, que foi quando eu lembrei. Fui passando mal até Joinville, aqui brinquei ao passar pela Expo Ville, onde estava acontecendo um evendo e eu acho que a
Carlinha estava na organização, gritando "tchau Carla!", foi o suficiente pro Pedro fazer beicinho e ensaiar um choro dizendo que queria ver a Caila... Nem dava pra parar, já estavámos começando a ficar atrasados...

Passando Joinville, começa a chatice do Caio, com o famoso "falta muito", acompanhados de muitos muxoxos(adoro escrever assim, com x em tudo!), depois que entramos em Jaraguá do Sul, eu já tava quase deixando o Caio no caminho de tanto que estava incomodando, foi aí que eu lembrei que o danado tinha acordado as 5 da manhã, então metade da chatice dele podia ser sono, sugeri pra ele uma descansadinha, e ele nada. Já está numa idade que não dorme mais no carro. O Pedro, também tirou apenas um cochilinho de 15 minutos, mas o suficiente pra acordar mais falador ainda.

Em Pomerode, fiquei encantada com a cidade, era um tal de por o braço pra fora pra tirar fotos, eu toda empolgada, batendo retratos esqueci dizer pro marido onde teríamos que entrar, perdemos ou ganhamos, 10 minutinhos as mais na viagem. E o Caio choramingando no banco de trás que queria chegar logo no hotel...
Chegando no hotel, depois de meia hora, descobri que esqueci minha base nova que cobriria até as fisuras lunares de tão boa, minha bolsinha de mão(fui com a minha bolsa de uso normal mesmo, só que pra não entrar com uma bolsa tão chamativa, deixei ela no carro, pensando em só ir buscar depois da cerimônia), o perfuminho dos meninos, o creme dental do Pedro e o meu condicionador...
Quando o noivo entrou, cai em lágrimas, tinha deixado o lencinho dentro da bolsa no carro, e o danado do noivo quando a noiva foi entrar, cantou lindamente(e desafinadamente)uma canção de amor, chorei horrores, borrei o meu rímel e fiquei com cara de louca já no começo da cerimônia...
Olha o cabelo do Pedro, mais uma lição que aprendi, não peça para o Maridones arrumar o cabelo do Menino, porque ele fez exatemente o que o Pedro pediu, um cabelo bem lisinho. Estava lá boa parte da família do Maridones, o que rendeu alguns comentários ao meu respeito que pareciam coisa de louco, coisas mais ou menos assim:
"
Oi 'fulana(nome da personagem da novela)', Gi você sabia que você tá a cara dela?", e eu com meus botões: "
claro que não né? Eu lá tenho tempo e paciência de ver novelas?" "Noooussa(bem assim) como você tá magra", cacara(engordei 3 queridos quilos esse ano),
"não sou eu que estou magra, é você que está gorda...""O Caio é a cara do Pai", constatação inútil depois de 9 anos, porque o Caio sempre foi a cara do pai, e eu com meus botões
:"ufa ainda bem né, já imaginou nascer a cara do vizinho?(veneninho pra uma certa tia incerta)" 
O casamento foi lindo, o noivo estava lindo, a noiva estava linda, a comida excelente, as músicas muito boas pra dançar e minha mesa só tinha gente pra lá de legal.